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Persica Sibylla 1ª
ISABEL DE PORTUGAL
(47 cm x 38 cm)

Atribuído à oficina de ROGIER VAN DER WEYDEN
(Museu J. Paul Getty, Los Angeles)
Retrato de Isabel, filha de D. João I, duquesa de Borgonha, atribuído a Rogier van der Weyden. Legenda «Persica Sibylla 1ª» no canto superior esquerdo.


O painel foi considerado por vezes como um original do séc. XV com possíveis alterações antigas, outras vezes como uma cópia mais tardia datando de princípio do séc. XVI. Em qualquer dos casos, o presente consenso à sua volta aponta na direcção da oficina de Van der Weyden, e a identificação da retratada pode ser considerada provada para além de qualquer dúvida razoável.

A datação dendrocronológica (2000) e a associação da madeira à de outras pinturas atribuídas à oficina de Van der Weyden, indicam que a sua antiguidade parece ser maior do que a hipótese da cópia tardia pressupõe. Do relatório do Museu J. Paul Getty datado 2/12/2001 (Accession number 78.PB.3), transcrevemos a seguinte passagem:

"Dendrochronological analysis by Dr. Peter Klein, Ordinariat für Holzbiologie, University of Hamburg, September 11, 2000: the two oak boards from the Baltic/Polish region were felled in 1435 at the earliest, with creation of the painting possible from 1437 and plausible from 1451 upwards. Board I is made from the same tree as BI in St. Ivo, and BI in Pieta, National Gallery London, and St. Mary and St. Catherine, Kunsthistorisches Museum, Vienna. See report of October 6, 2000.

"Attribution and dating changed from «After» / c. 1500 to «Workshop of» / late 1400s based in part on the dendrochronological study which closely associates the painting with others given to Rogier's workshop (see above). See Change of Attribution report (11/8/00)."


Estudos realizados em 2004 apontaram uma maior antiguidade da execução inicial do que se supunha, fazendo-a recuar para a década de 1450, e distinguindo uma surpreendente versão subjacente em que a duquesa envergava um vestido verde com gola vermelha, anterior à repintura com vestido de brocados realizada pouco depois, que corresponde ao aspecto actual da pintura. Transcrevemos de Jochen Sander in The Master of Flémalle and Rogier van der Weyden (2009), p. 364:

"In 2004, now joined by Yvonne Szafran, [Lorne] Campbell studied the painting anew and, thanks primarily to a thorough technological examination, made surprising new findings which strongly suggest that the portrait was painted in Rogier's workshop in Brussels in about 1450. The results of the investigation show that the dress and veil were overpainted relatively soon after the work's initial execution. The duchess was originally depicted wearing a green gown with a red collar and a white belt. Lorne Cambpell proposed the early sixteenth century as the date for this overpainting, a conjecture that remains uncertain, however, in view of the painterly execution. For, as Campbell himself stressed, from the technical point of view, the execution of the brocade still exhibits all of the characteristics of fifteenth-century painting."